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VISUAL ARTV - ‘Dança se Move Ocupa’ traz um mês de ações culturais na Funarte SP

‘Dança se Move Ocupa’ traz um mês de ações culturais na Funarte SP
Organizado por artistas da dança de São Paulo, evento dinamiza o complexo cultural da Funarte, com 26 apresentações de núcleos artísticos, seis debates sobre temas que envolvem a arte e a cultura na atualidade nacional, nove oficinas, JAM de Contato Improvisação, performances, lançamento de livros e sessão de cinema.
                                                                         Foto: Fellipe Oliveira (“situação 3# posição amorosa”)
Entre 11 de novembro e 16 de dezembro, a Funarte São Paulo acolhe o ‘Dança se Move Ocupa’, uma intensa programação artística proposta pelo Movimento A Dança se Move, organização independente da dança contemporânea paulistana, que reúne algumas dezenas de núcleos artísticos, que vêm produzindo pesquisa e obras sempre antenados com os acontecimentos no Brasil e no mundo. Mesmo sem nenhum tipo de apoio financeiro, durante as cinco semanas do evento, os artistas estarão mobilizados com apr…

VISUAL ARTV - Companhia de Teatro Heliópolis faz curta temporada de Um Lugar Ao Sol

Um Lugar ao Sol -DaviGuimarães,DalmaRégia ,KlavianyCosta -foto de Leopapel

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Companhia de Teatro Heliópolis faz
curta temporada de Um Lugar Ao Sol

Um Lugar ao Sol -DaviGuimarães,DalmaRégia ,KlavianyCosta -foto de Leopapel -b.jpgCom encenação de Miguel Rocha, montagem cumpre temporada de 3 a 25 de setembro na sede do grupo.

O espetáculo Um Lugar ao Sol, da Companhia de Teatro Heliópolisreestreia no dia 3 de setembro na Casa de Teatro Maria José de Carvalho (Rua Silva Bueno, 1533, Ipiranga), em São Paulo. O enredo foi inspirado de histórias de vida de moradores de Heliópolis.

Com encenação de Miguel Rocha e texto de Willian Costa Lima, a montagem fica em cartaz entre os dias 3 e 25 de setembro, sempre aos sábados (20h) e domingos (19h). O elenco é formado pelos atores Dalma Régia, David Guimarães e Klaviany Costa.

Um Lugar ao Sol foi construída a partir de um processo colaborativo coordenado por Miguel Rocha, no qual os artistas envolvidos no projeto realizaram intensa pesquisa pessoal em Heliópolis, zona sul de São Paulo. O intuito foi a coleta de depoimentos de moradores sobre o que seria “um lugar ao sol” para cada um deles. O eixo dramático do espetáculo discorre sobre a vida de quatro moradores de uma comunidade que, após vivenciarem acontecimentos marcantes, buscam compreender o sentido de suas vidas no cotidiano. Embora as histórias dividam um espaço comum, cada uma se propõe a narrar um sonho diferente.

Na encenação, a história de Eliete dos Cachorros fala do abandono familiar. Ela é uma idosa esquecida pelos filhos que encontra em seus 11 cachorros a possibilidade de construir uma nova “família”. A loucura e a imaginação são as vias encontradas pela personagem para encarar a dor da realidade e, ludicamente, construir sua família ideal. A personagem Juvenal é um pedreiro que durante anos cumpre metodicamente seu ofício de construir casas, mas, em determinado momento, percebe-se só. O talento para o trabalho se contrapõe à dificuldade em erguer uma sólida relação afetiva com alguém, agravada pelo alcoolismo. A busca por um relacionamento que preencha este vazio é o seu grande desafio.

Uma terceira história é contada por todo elenco, não especificamente focada em um personagem, mas em um discurso mais social e crítico: o da realidade dos jovens estudantes das periferias. Trata-se de uma dolorosa e divertida epopeia em busca do ingresso numa universidade. Por fim, o espetáculo retrata o assassinato da menina Leonarda, morta no caminho entre sua casa e a escola. A narrativa, inicialmente, retrata o ponto de vista da mãe, mas deixa de ser subjetiva à medida em que a comunidade se envolve no caso, diante da dor dessa mãe. Embora não seja possível o “lugar ao sol” da mãe ser alcançado, o triste episódio uniu a comunidade  em busca de um mesmo ideal: a paz. 

Segundo o diretor Miguel Rocha, “a junção das histórias acontece em uma estrutura fragmentada, dispondo-se à construção de uma visão híbrida e humana do que possa vir a ser um lugar ao sol para personagens oriundos de uma realidade social desprivilegiada”.

Ficha técnica

Encenação: Miguel Rocha
Texto: William Costa Lima
Elenco: Dalma Régia, David Guimarães e Klaviany Costa
Direção musical: William Paiva
Músicos: Caio Madeira e Juan Rogers
Preparação corporal e direção de movimento: Lucia Kakazu
Cenografia e figurino: Clau Carmo
Realização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis

IMAGEM

Um Lugar ao Sol -DaviGuimarães,DalmaRégia ,KlavianyCosta -foto de Leopapel 

Um Lugar ao Sol -DaviGuimarães,DalmaRégia ,KlavianyCosta -foto de Leopapel 



Um Lugar ao Sol -DaviGuimarães,KlavianyCosta ,DalmaRégia -foto de Leopapel 


Serviço

Espetáculo: Um Lugar Ao Sol
Com Companhia de Teatro Heliópolis
Reestreia: dia 3 de setembro. Sábado, às 20h
Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Rua Silva Bueno 1533, Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318
Temporada: 3 a 25 de setembro. Sábados (20h) e domingos (19h)
Duração: 65 min. Gênero: Drama. Classificação: Livre.
Ingressos: Pague quanto puder (bilheteria 1h antes das sessões)
80 lugares. Não possui acessibilidade, estacionamento e ar condicionado.

Companhia de Teatro Heliópolis

A Companhia de Teatro Heliópolis surgiu no ano 2000, reunindo jovens da comunidade, sob direção de Miguel Rocha e apoio da UNAS (União de Núcleos e Associações de Moradores de Heliópolis e Região), com o objetivo de montar o espetáculo A Queda para o Alto, baseado no romance homônimo de Sandra Mara Herzer. Entre a primeira peça e os trabalhos mais recentes, foram 15 anos de conquistas, dificuldades e aprendizados. "O teatro que optamos fazer está em sintonia com nossas vidas, em profunda conexão com elas", afirma o diretor.

A companhia já realizou sete espetáculos, todos criados em diálogo com os anseios e as vivências que permeiam a realidade de Heliópolis. Depois de A Queda Para o Alto, vieram as peças Coração de Vidro (2004) e Os Meninos do Brasil (2007). Entre 2008 e 2009, com o patrocínio da Petrobras, foi iniciado o Projeto Arte e Cidadania em Heliópolis, visando o aprimoramento artístico dos jovens atores, que se constituiu de quatro fases (formação, pesquisa, criação e apresentação), com encontros diários e aulas dadas por profissionais convidados. O projeto teve três módulos e cada um resultou em um espetáculo: O Dia em que Túlio Descobriu a África (2009);Nordeste/Heliópolis/Brasil – Primeiro Ato (2011) e Um Lugar ao Sol (2013). Passaram pelo processo nomes como Silvana Abreu, Paulo Fabiano, Raquel Ornellas e Marcelo Lazzarato, entre outros. Nesse período, a companhia também montou a peça Eu Quero Sexo... Será que Vai Rolar? (2010).

Depois de várias formações, a Companhia de Teatro Heliópolis é formada hoje pelo núcleo central constituído por Dalma Régia, Davi Guimarães, Donizeti Bonfim dos Santos e Klaviany Costa, além do diretor Miguel Rocha, todos moradores da comunidade. Desde 2010, a trupe ocupa sede própria: a Casa de Teatro Maria José de Carvalho, um imóvel cedido pela Secretaria Estadual de Cultura e situado no Ipiranga, bairro vizinho a Heliópolis. Foi ali que a companhia recebeu o diretor Mike van Alfen, do grupo holandês MC Theater, formado por jovens descendentes de imigrantes, para uma série de workshops como parte de um intercâmbio artístico internacional. O projeto resultou no espetáculo A Hora Final, apresentado por atores brasileiros e holandeses na sede do MC Theater, em Amsterdã.

E, em comemoração aos 15 anos de sua trajetória, marcada pela resistência artística e pela perseverança, a companhia realizou, em agosto de 2015, a 1ª Mostra de Teatro em Heliópolis, com o objetivo de oferecer um panorama dos espetáculos criados por grupos periféricos que desenvolvem suas atividades em comunidades populares na cidade de São Paulo.

A Companhia de Teatro Heliópolis foi contemplada pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo com o projeto Onde o Percurso Começa? Princípios de Identidade e Alteridade no Campo da Educação, com duração 12 meses, que resultou na montagem A Inocência do Que Eu (Não) Sei indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (2015) nas categorias Melhor Espetáculo e Prêmio Especial pela Pesquisa em escolas públicas de Heliópolis. Em 2016, estreou Medo, espetáculo baseia-se nos atentados de 2006 na cidade de São Paulo e traz consigo a memória de mulheres que perderam seus filhos, usando a carga semântica do casarão de três níveis (sede do grupo). Foi contemplada pela 28ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo com o projeto Microviolências e Suas Naturalizações.

Informações à imprensa – VERBENA ASSESSORIA
Deborah Zanette
(11) 2738 3209 – 99373 0181 – verbena@verbena.com.br


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