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VISUAL ARTV - Plataforma Shop Sui encerra temporada de “Behind the Clothes”, no Kasulo

Plataforma Shop Sui encerra temporada de “Behind the Clothes”, no Kasulo

 Foto Leandro Moraes 

“Behind the Clothes”, criação da Plataforma Shop Sui, que transpõe para a cena movimentos de condicionamento do homem e os dispositivos da sociedade de consumo, faz últimas apresentações neste final de semana, no Kasulo Espaço de Cultura e Arte. A entrada gratuita. Com direção do bailarino e pesquisador Fernando Martins,“Behind the Clothes” reproduz diferentes traços de uma personalidade consumida por um sistema de repetição, onde movimentos, ações e reações parecem tão naturais que passam desapercebidos, mas escondem uma secreta linguagem. Como um reflexo do meio social, onde sucessivas e repetitivas representações condicionam o corpo, a rotina diária manifesta questões que impulsionaram os estudos do trabalho e a conversão dessa sensação em movimentos. Originalmente concebido como solo, em 2006, na Random Collision, organização fundada na Holanda, em parceria com outros seis coreógrafos, para da…

VISUAL ARTV - GALERIA BASE HOMENAGEIA A CULTURA BRASILEIRA EM NOVA EXPOSIÇÃO COLETIVA





GALERIA BASE HOMENAGEIA A CULTURA BRASILEIRA EM NOVA EXPOSIÇÃO COLETIVA

Obras de Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto compõem a mostra


A Galeria Base, de Fernando Ferreira de Araújo e Daniel Maranhão, exibe "Geníaco", composta por 17 obras – esculturas, xilogravuras e fotografias - de Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto, sob curadoria de Paulo Azeco. A coletiva busca valorizar a cultura nacional - no sentido mais impactante e restrito que este conceito possa ter -, destacando a simbologia, o etéreo e as religiosidades portuguesa e africana, elementos em comum na produção destes artistas e presentes no imaginário do povo brasileiro.

Ser Poeta é ser um geníaco, um filho assinalado das Musas.” A citação de Ariano Suassuna, em "O Romance d`A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta" (marco inicial do Movimento Armorial no Brasil), não somente permeia o título da nova mostra da Galeria Base, como também é essencial para compreendê-la e as conexões que são estabelecidas entre os três artistas participantes. "Suassuna idealizou tal movimento como forma de valorização da cultura nordestina, agregando artes visuais, música e literatura a um tronco comum, no qual se encontravam as influências indígenas e aquelas das diásporas africanas e portuguesas na região. Uma forma peculiar de representar o país, seu povo e cultura, através da junção do erudito ao regional", comenta Paulo Azeco

Gilvan Samico apresenta sua obra fundamentada na Xilogravura, importante técnica da produção nordestina, tendo o Cordel como inspiração primordial. Nas palavras do curador, "O seu detalhamento, plano discursivo compartimentado e cores, remetem às iluminuras medievais europeias, contudo apresentam todo o universo lírico de causos, lendas e mitos de sua região".
 
Ao longo de sua carreira, Emanoel Araújo pesquisou a geometrização ancestral dos africanos e a tomou como elemento principal de sua produção, com presença forte da Xilogravura - reflexo também da influência regionalista. Na exposição, são exibidas três esculturas que se desenvolvem a partir de uma matriz xilográfica e avançam à tridimensionalidade, revelando signos da cultura negra e sua relação com o Brasil.

Já a Fotografia de Mário Cravo Neto atinge seu ápice nas imagens em branco e preto, as quais retratam a sua Bahia e formulam questionamentos acerca dos pontos mais sensíveis na formação antropológica da região. Participa de "Geníaco" a premiada série “The Eternal Now”, em que documenta o Candomblé através de imagens impregnadas de emoção, como as que sugerem o momento de epifania no contato entre o carnal e a divindade.

"Suassuna costumava falar em entrevistas sobre a internacionalização da nossa cultura. Valorizar esse tipo de produção artística, brasileira e autoral, é sem dúvida urgente e necessário." Paulo Azeco


Autor: Mário Cravo Neto
Título: Figura Voodoo
Ano: 1988
Técnica: Fotografia (gelatina e prata)
Dimensões: 45 x 45 cm


 
Autor: Emanoel Araújo
Título: Máscara
Ano: 2007
Técnica: Relevo em madeira pintada
Dimensões: 220 x 60 x 45 cm


Autor: Emanoel Araújo
Título: Máscara II
Ano: 2016
Técnica: Relevo em madeira pintada
Dimensões: 220 x 25 x 25 cm


Autor: Gilvan Samico
Título: A Bela e a Fera
Ano: 1996
Técnica: Xilogravura
Dimensões: 98,5 x 61,5 cm


Autor: Mário Cravo Neto
Título: Luciana
Ano: 1994
Técnica: Fotografia (gelatina e prata)
Dimensões: 45 x 45 cm
Exposição: "Geníaco"
Artistas: Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto
Curadoria: Paulo Azeco
Coordenação: Fernando Ferreira de Araújo e Daniel Maranhão
Abertura: 30 de setembro de 2017, sábado, das 15 às 18h
Período: 2 de outubro a 4 de novembro de 2017
Local: Galeria Base - www.galeriabase.com/
Endereço: Av. 9 de Julho, 5593/11 – Jardim Paulista - São Paulo/SP
Telefones: (11) 3071-3614
Horários: Segunda a sexta-feira, das 10 às 19h; sábados, das 11 às 14h
Número de obras: 17
Técnicas: Escultura, Fotografia, Xilogravura
Dimensões: Variadas
Preços: R$ 14.000,00 a R$ 50.000,00


Ass. Imprensa - Balady Comunicação – Silvia Balady/ Zeca Florentino
Tel.: (11) 3814.3382 – contato@balady.com.br


Gilvan Samico (Recife, PE, 1928 - idem 2013)
Gravador, pintor, desenhista, professor. Em 1952, Gilvan Samico funda, juntamente com outros artistas, o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR), idealizado pelo gravador Abelardo da Hora (1924-2014). Estuda xilogravura com Lívio Abramo (1903-1992), em 1957, na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). No ano seguinte, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde cursa gravura com Oswaldo Goeldi (1895-1961) na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Dedica-se à realização de texturas elaboradas com ritmos lineares em seus trabalhos. Em 1965, fixa residência em Olinda. Leciona xilogravura na Universidade Federal da Paraíba (UFPA). Em 1968, com o prêmio viagem ao exterior obtido no 17º Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), permanece por dois anos na Europa. Em 1971, é convidado por Ariano Suassuna (1927-2014) a integrar o Movimento Armorial, voltado à cultura popular nordestina e à literatura de cordel. Sua produção é marcada pela recuperação do romanceiro popular nordestino, por meio da literatura de cordel e pela utilização criativa da xilogravura. Suas gravuras são povoadas por personagens bíblicos e outros, provenientes de lendas e narrativas locais, assim como por animais fantásticos e míticos. Com a apresentação de uma nova temática, introduz uma simplificação formal em seus trabalhos, reduzindo o uso da cor e das texturas.

Emanoel Araújo (Santo Amaro da Purificação, BA, 1940)
Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo. Aprende marcenaria com o mestre Eufrásio Vargas e trabalha com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial, em Santo Amaro da Purificação, Bahia. Realiza sua primeira exposição individual em 1959. Na década de 1960, muda-se para Salvador e ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde estuda gravura com Henrique Oswald (1918-1965). Em 1972, é premiado com medalha de ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebe, no ano seguinte, o prêmio de melhor gravador, e, em 1983, o de melhor escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Entre 1981 e 1983, instala e dirige o Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, e expõe individualmente no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Em 1988, é convidado a lecionar artes gráficas e escultura no Arts College, na The City University of New York. De 1992 a 2002, exerce o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp) e é responsável pela revitalização da instituição. É, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Em 2004, é curador e diretor do Museu Afro-Brasil, aberto nesse ano, em São Paulo, com obras de sua coleção.

Mário Cravo Neto (Salvador, BA, 1947 - idem 2009)
Fotógrafo, escultor e desenhista. Recebe as primeiras orientações no campo do desenho e da escultura de seu pai, Mario Cravo Júnior. Acompanhando o pai, que participa do programa Artists on Residence, patrocinado pela Ford Foundation, viaja para Berlim em 1964. Nessa cidade mantém contato com o artista italiano Emilio Vedova e com o fotógrafo Max Jakob. Em 1968, muda-se para Nova York e estuda na Arts Students League, com orientação de Jack Krueger, um dos precursores da arte conceitual na cidade. Nesse período, realiza a série de fotografias em cores On the Subway e produz suas primeiras esculturas de acrílico. Retorna ao Brasil em 1970. Sofre um acidente automobilístico em 1975, e interrompe sua atividade profissional por um ano. Posteriormente, dedica-se à fotografia de estúdio, cria instalações e realiza trabalho fotográfico com temática relacionada ao candomblé e à religiosidade católica. Publica, entre outros, os livros Ex-Votos, 1986, Salvador, 1999, Laróyè, 2000, Na Terra sob Meus Pés, 2003, e O Tigre do Dahomey - A Serpente de Whydah, 2004. Recebe o Prêmio Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte - Funarte, em 1996, o Price Waterhouse, no Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1997; e o prêmio de melhor fotógrafo do ano da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, São Paulo, em 1980, 1995 e 2005.

Paulo Azeco
Goiano, 34 anos, graduado em Artes Visuais - Design Gráfico pela Universidade Federal de Goiás, com ênfase em fotografia modernista brasileira. Trabalhou com Thomaz Farkas. Especialista em Artes Aplicadas pela École Boulle em Paris e pós-graduação em curadoria e museologia. Em 2011, desenvolve o projeto curatorial da Galeria Impar, em São Paulo, e em 2012 inaugura o Gris Escritório de Arte, com foco em arte contemporânea e intercâmbio artístico entre Brasil e Bélgica. Trabalha há dez anos no grupo Micasa, sendo atualmente diretor artístico da Galeria Houssein Jarouche, além de atuar como curador independente.

Galeria Base
Fundada por Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo em 2016, a galeria participou de feiras, ampliou sua sede e, em março de 2017, inaugurou seu espaço atual. Daniel abriu a GaleriaSete, em 2012, em Recife. Fernando é colecionador de arte e artista plástico, atua também como art dealer desde que se mudou para Nova York, em 2003. Ao criarem a Galeria Base, possuem o propósito de atuar tanto no setor primário, com representação de novos artistas e fazendo exposições em seu espaço, participando de feiras nacionais e internacionais, como também trabalhar com obras de artistas já estabelecidos, constantes em seu acervo.


GALERIA BASE HOMENAGEIA A CULTURA BRASILEIRA EM NOVA EXPOSIÇÃO COLETIVA

Obras de Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto compõem a mostra


A Galeria Base, de Fernando Ferreira de Araújo e Daniel Maranhão, exibe "Geníaco", composta por 17 obras – esculturas, xilogravuras e fotografias - de Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto, sob curadoria de Paulo Azeco. A coletiva busca valorizar a cultura nacional - no sentido mais impactante e restrito que este conceito possa ter -, destacando a simbologia, o etéreo e as religiosidades portuguesa e africana, elementos em comum na produção destes artistas e presentes no imaginário do povo brasileiro.

Ser Poeta é ser um geníaco, um filho assinalado das Musas.” A citação de Ariano Suassuna, em "O Romance d`A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta" (marco inicial do Movimento Armorial no Brasil), não somente permeia o título da nova mostra da Galeria Base, como também é essencial para compreendê-la e as conexões que são estabelecidas entre os três artistas participantes. "Suassuna idealizou tal movimento como forma de valorização da cultura nordestina, agregando artes visuais, música e literatura a um tronco comum, no qual se encontravam as influências indígenas e aquelas das diásporas africanas e portuguesas na região. Uma forma peculiar de representar o país, seu povo e cultura, através da junção do erudito ao regional", comenta Paulo Azeco

Gilvan Samico apresenta sua obra fundamentada na Xilogravura, importante técnica da produção nordestina, tendo o Cordel como inspiração primordial. Nas palavras do curador, "O seu detalhamento, plano discursivo compartimentado e cores, remetem às iluminuras medievais europeias, contudo apresentam todo o universo lírico de causos, lendas e mitos de sua região".
 
Ao longo de sua carreira, Emanoel Araújo pesquisou a geometrização ancestral dos africanos e a tomou como elemento principal de sua produção, com presença forte da Xilogravura - reflexo também da influência regionalista. Na exposição, são exibidas três esculturas que se desenvolvem a partir de uma matriz xilográfica e avançam à tridimensionalidade, revelando signos da cultura negra e sua relação com o Brasil.

Já a Fotografia de Mário Cravo Neto atinge seu ápice nas imagens em branco e preto, as quais retratam a sua Bahia e formulam questionamentos acerca dos pontos mais sensíveis na formação antropológica da região. Participa de "Geníaco" a premiada série “The Eternal Now”, em que documenta o Candomblé através de imagens impregnadas de emoção, como as que sugerem o momento de epifania no contato entre o carnal e a divindade.

"Suassuna costumava falar em entrevistas sobre a internacionalização da nossa cultura. Valorizar esse tipo de produção artística, brasileira e autoral, é sem dúvida urgente e necessário." Paulo Azeco


Exposição: "Geníaco"
Artistas: Emanoel Araújo, Gilvan Samico e Mário Cravo Neto
Curadoria: Paulo Azeco
Coordenação: Fernando Ferreira de Araújo e Daniel Maranhão
Abertura: 30 de setembro de 2017, sábado, das 15 às 18h
Período: 2 de outubro a 4 de novembro de 2017
Local: Galeria Base - www.galeriabase.com/
Endereço: Av. 9 de Julho, 5593/11 – Jardim Paulista - São Paulo/SP
Telefones: (11) 3071-3614
Horários: Segunda a sexta-feira, das 10 às 19h; sábados, das 11 às 14h
Número de obras: 17
Técnicas: Escultura, Fotografia, Xilogravura
Dimensões: Variadas
Preços: R$ 14.000,00 a R$ 50.000,00


Ass. Imprensa - Balady Comunicação – Silvia Balady/ Zeca Florentino
Tel.: (11) 3814.3382 – contato@balady.com.br


Gilvan Samico (Recife, PE, 1928 - idem 2013)
Gravador, pintor, desenhista, professor. Em 1952, Gilvan Samico funda, juntamente com outros artistas, o Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna do Recife (SAMR), idealizado pelo gravador Abelardo da Hora (1924-2014). Estuda xilogravura com Lívio Abramo (1903-1992), em 1957, na Escola de Artesanato do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). No ano seguinte, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde cursa gravura com Oswaldo Goeldi (1895-1961) na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Dedica-se à realização de texturas elaboradas com ritmos lineares em seus trabalhos. Em 1965, fixa residência em Olinda. Leciona xilogravura na Universidade Federal da Paraíba (UFPA). Em 1968, com o prêmio viagem ao exterior obtido no 17º Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), permanece por dois anos na Europa. Em 1971, é convidado por Ariano Suassuna (1927-2014) a integrar o Movimento Armorial, voltado à cultura popular nordestina e à literatura de cordel. Sua produção é marcada pela recuperação do romanceiro popular nordestino, por meio da literatura de cordel e pela utilização criativa da xilogravura. Suas gravuras são povoadas por personagens bíblicos e outros, provenientes de lendas e narrativas locais, assim como por animais fantásticos e míticos. Com a apresentação de uma nova temática, introduz uma simplificação formal em seus trabalhos, reduzindo o uso da cor e das texturas.

Emanoel Araújo (Santo Amaro da Purificação, BA, 1940)
Escultor, desenhista, ilustrador, figurinista, gravador, cenógrafo, pintor, curador e museólogo. Aprende marcenaria com o mestre Eufrásio Vargas e trabalha com linotipia e composição gráfica na Imprensa Oficial, em Santo Amaro da Purificação, Bahia. Realiza sua primeira exposição individual em 1959. Na década de 1960, muda-se para Salvador e ingressa na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde estuda gravura com Henrique Oswald (1918-1965). Em 1972, é premiado com medalha de ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália. Recebe, no ano seguinte, o prêmio de melhor gravador, e, em 1983, o de melhor escultor, da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Entre 1981 e 1983, instala e dirige o Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador, e expõe individualmente no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Em 1988, é convidado a lecionar artes gráficas e escultura no Arts College, na The City University of New York. De 1992 a 2002, exerce o cargo de diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp) e é responsável pela revitalização da instituição. É, entre 1995 e 1996, membro convidado da Comissão dos Museus e do Conselho Federal de Política Cultural, instituídos pelo Ministério da Cultura. Em 2004, é curador e diretor do Museu Afro-Brasil, aberto nesse ano, em São Paulo, com obras de sua coleção.

Mário Cravo Neto (Salvador, BA, 1947 - idem 2009)
Fotógrafo, escultor e desenhista. Recebe as primeiras orientações no campo do desenho e da escultura de seu pai, Mario Cravo Júnior. Acompanhando o pai, que participa do programa Artists on Residence, patrocinado pela Ford Foundation, viaja para Berlim em 1964. Nessa cidade mantém contato com o artista italiano Emilio Vedova e com o fotógrafo Max Jakob. Em 1968, muda-se para Nova York e estuda na Arts Students League, com orientação de Jack Krueger, um dos precursores da arte conceitual na cidade. Nesse período, realiza a série de fotografias em cores On the Subway e produz suas primeiras esculturas de acrílico. Retorna ao Brasil em 1970. Sofre um acidente automobilístico em 1975, e interrompe sua atividade profissional por um ano. Posteriormente, dedica-se à fotografia de estúdio, cria instalações e realiza trabalho fotográfico com temática relacionada ao candomblé e à religiosidade católica. Publica, entre outros, os livros Ex-Votos, 1986, Salvador, 1999, Laróyè, 2000, Na Terra sob Meus Pés, 2003, e O Tigre do Dahomey - A Serpente de Whydah, 2004. Recebe o Prêmio Nacional de Fotografia da Fundação Nacional de Arte - Funarte, em 1996, o Price Waterhouse, no Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo - MAM/SP, em 1997; e o prêmio de melhor fotógrafo do ano da Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, São Paulo, em 1980, 1995 e 2005.

Paulo Azeco
Goiano, 34 anos, graduado em Artes Visuais - Design Gráfico pela Universidade Federal de Goiás, com ênfase em fotografia modernista brasileira. Trabalhou com Thomaz Farkas. Especialista em Artes Aplicadas pela École Boulle em Paris e pós-graduação em curadoria e museologia. Em 2011, desenvolve o projeto curatorial da Galeria Impar, em São Paulo, e em 2012 inaugura o Gris Escritório de Arte, com foco em arte contemporânea e intercâmbio artístico entre Brasil e Bélgica. Trabalha há dez anos no grupo Micasa, sendo atualmente diretor artístico da Galeria Houssein Jarouche, além de atuar como curador independente.

Galeria Base

Fundada por Daniel Maranhão e Fernando Ferreira de Araújo em 2016, a galeria participou de feiras, ampliou sua sede e, em março de 2017, inaugurou seu espaço atual. Daniel abriu a GaleriaSete, em 2012, em Recife. Fernando é colecionador de arte e artista plástico, atua também como art dealer desde que se mudou para Nova York, em 2003. Ao criarem a Galeria Base, possuem o propósito de atuar tanto no setor primário, com representação de novos artistas e fazendo exposições em seu espaço, participando de feiras nacionais e internacionais, como também trabalhar com obras de artistas já estabelecidos, constantes em seu acervo.

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