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VISUAL ARTV - ‘Dança se Move Ocupa’ traz um mês de ações culturais na Funarte SP

‘Dança se Move Ocupa’ traz um mês de ações culturais na Funarte SP
Organizado por artistas da dança de São Paulo, evento dinamiza o complexo cultural da Funarte, com 26 apresentações de núcleos artísticos, seis debates sobre temas que envolvem a arte e a cultura na atualidade nacional, nove oficinas, JAM de Contato Improvisação, performances, lançamento de livros e sessão de cinema.
                                                                         Foto: Fellipe Oliveira (“situação 3# posição amorosa”)
Entre 11 de novembro e 16 de dezembro, a Funarte São Paulo acolhe o ‘Dança se Move Ocupa’, uma intensa programação artística proposta pelo Movimento A Dança se Move, organização independente da dança contemporânea paulistana, que reúne algumas dezenas de núcleos artísticos, que vêm produzindo pesquisa e obras sempre antenados com os acontecimentos no Brasil e no mundo. Mesmo sem nenhum tipo de apoio financeiro, durante as cinco semanas do evento, os artistas estarão mobilizados com apr…

VISUAL ARTV - CONHEÇA O ARTISTA BRASILEIRO TUNGA



CONHEÇA O ARTISTA BRASILEIRO TUNGA 

Vida e obra de Tunga inspiram
coreografia da Cia da Vila


Serviço:
Cartografia do Possível
13 a 15/9 (quinta, sexta e sábado), às 19h.
“Amor em 4 atos – Tranças de Teresa”, com a Cia da Vila



Tunga (artista)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Tunga
Nome completoAntônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão
Nascimento8 de fevereiro de 1952
Palmares Pernambuco
Morte6 de junho de 2016 (64 anos)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
ÁreaEscultura
Desenho
Performance Art
Movimento(s)de arte contemporânea
Página oficial
www.tungaoficial.com.br
Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, conhecido como Tunga (Palmares4 de fevereiro de 1952 – Rio de Janeiro6 de junho de 2016), foi um escultordesenhista e artista performático brasileiro. É considerado uma das figuras mais emblemáticas da cena artística nacional.[1][2]
Foi o primeiro artista contemporâneo e o primeiro brasileiro a ter uma obra exposta no icônico Museu do Louvre em Paris.[3][4]
Tem obras em acervos permanentes de museus como o Guggenheim de Veneza, e galerias dedicadas à sua obra no Instituto Inhotim.[5][6][7]
Para criar seus trabalhos, Tunga investigava áreas do conhecimento como literaturapsicanáliseteatro e ciências exatas e biológicas. Utilizava em suas esculturas e instalações materiais como correntesfios elétricoslâmpadasfeltro e borracha.[8] Além disso, sua obra era carregada de simbolismo, com uso de ossos, crânios, dedais e agulhas.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em PalmaresPernambuco, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Santa Úrsula. Filho do escritor Gerardo de Mello Mourão, Tunga conheceu o modernismo brasileiro muito cedo. Inicia sua carreira nos primeiros anos da década de 1970. Na época, faz desenhos e esculturas. Traça imagens figurativas com temas ousados, como na série Museu da Masturbação Infantil (1974). Colaborador da revista "Malasartes" e do jornal "A Parte do Fogo", realiza, na década de 1980, conferências no Instituto de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula e na Universidade Candido Mendes. Recebeu o Prêmio Governo do Estado por exposição realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 1986. No ano seguinte, realizou o vídeo "Nervo de Prata," feito em parceria com Arthur Omar. Em 1990, recebeu o Prêmio Brasília de Artes Plásticas e, em 1991, o Prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) pela obra "Preliminares do Palíndromo Incesto". Para realizar seu trabalho, investigava áreas do conhecimento como literatura, filosofia, psicanálise, teatro, além de disciplinas das ciências exatas e biológicas.[1]

Galeria True Rouge, uma das galerias permanentes de Tunga no Instituto Inhotim, em Minas Gerais.

Morte[editar | editar código-fonte]

Morreu no Rio de Janeiro em 6 de junho de 2016, vítima de um câncer na garganta.[9]

Tríade Trindade - uma de suas obras

Trabalhos no exterior[editar | editar código-fonte]

Sua obra acabou por ganhar repercussão internacional, levando-o a expor em importantes espaços destinados às artes plásticas ao redor do mundo.
  • 1982 - divide o Pavilhão Brasileiro da 41ª Bienal de Veneza com o escultor Sérgio Camargo.
  • 1989 - Realiza exposições individuais no Museu de Arte Contemporânea de Chicago;
  • 1989 - Participa de uma mostra coletiva no Stedelijk Museum, na Holanda;
  • 1989 - Realiza exposições individuais na Whitechapel Gallery, em Londres;
  • 1992 - Participa de uma mostra coletiva no Jeu de Paume, em Paris;
  • 1993 - Participa de uma mostra coletiva no Moma, em Nova York;
  • 1993 - Participa de uma mostra coletiva no Ludwig Museum, na Alemanha;
  • 1994 - Realiza exposições individuais no Museu de Arte Contemporânea de Nova York;
  • 1994 - Participa da bienal de Havana, em Cuba;
  • 1997 - Participa da Documenta Kassel, Alemanha
  • 1999 - Realiza exposições individuais no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires;
  • 2000 - Participa da bienal de Kwang-Ju, na Coréia;
  • 2000 - Participa da bienal de Lyon, na França;
  • 2001 - Realiza exposições individuais no LarJeu de Paume, em Paris;
  • 2002 - Realiza exposições individuais na Luhring Augustine Gallery, em Nova York;
  • 2005 - Realiza exposições individuais na Pirâmide do Louvre, em Paris;
  • 2007 - Realiza exposições individuais no no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York;

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

AnoPrêmioLocalResultado/ObraRef.
1985Prêmio Museo de Arte Moderno de CaracasCaracas, VenezuelaVenceu
1986Prêmio da Trienal Latinoamericana de Arte sobre papelBuenos Aires, ArgentinaVenceu
1986Prêmio Governo do Estado do Rio Grande do SulExposição realizada no Museu de Arte do Rio Grande do SulVenceu
1990Prêmio Brasília de Artes PlásticasVenceu
1991Prêmio Mário PedrosaAssociação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), pela obra Preliminares do Palíndromo IncestoVenceu
1997Prêmio AquisiçãoMuseu de Arte Contemporânea, Niterói, BrasilVenceu
1997Prêmio AquisiçãoMuseu de Arte Moderna da Bahia, BrasilVenceu
1997Prêmio AquisiçãoMuseu de Arte Moderna de Recife, BrasilVenceu
1997Prêmio EmbratelMuseu de Arte Moderna de São Paulo, BrasilVenceu
1997Prêmio de 30 anosMuseu de Arte Moderna de São Paulo, BrasilVenceu
1998Johnny Walker PrizeMuseu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, BrasilVenceu
2000Hugo Boss AwardGuggenheim Museum, New York, EUAIndicado
2005Artes Mundi prizeWales, InglaterraVenceu

Vídeos e livros[editar | editar código-fonte]

  • 1997 – Sua obra é retrata no vídeo "Tunga: 100 redes e tralhas", de Roberto Moreira;
  • 1997 - Sua obra é retrata no livro "Tunga: Barroco de Lírios", lançado editora Cosac & Naify,
  • 2007 - É publicada a caixa "Tunga", constituída de sete volumes de diferentes formatos (textos, fotografias, vídeos), que documentam a trajetória do artista.

Ver também[editar | editar código-fonte]


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